Revista Livro de Cabeceira do Homem:
diálogo entre o jornalismo e a literatura em João Antônio
Carlos Alberto Farias de Azevêdo Filho1
Índice
Resumo
A partir da experiência da Revista Civilização Brasileira (que circulou de 1965 a
1968), a editora Civilização Brasileira lançou em meados da
década de 70 a revista Livro de Cabeceira do Homem. Para editar a revista, Ênio Silveira,
diretor da Civilização Brasileira, convidou o jornalista e escritor
João Antônio, autor do livro consagrado de contos Malagueta, Perus e Bacanaço (1963). Atuando na
imprensa e na literatura, João Antônio destaca-se no Brasil como um
dos principais contistas contemporâneos e como um dos representantes no
Brasil do chamado Novo Jornalismo (New Journalism), corrente que dialoga com as
técnicas textuais da literatura. Interessa-nos entender as
edições de Livro de Cabeceira do Homem como representação de um movimento de luta pela
democracia num país em que a imprensa estava censurada e o Estado de
Direito em suspenso. Especificamente, estudamos a participação de
João Antônio como repórter, contista e editor da revista, tendo
publicado no periódico três textos: ``Os testamentos de Cidade de
Deus'', ``Saudades do Brega'' e ``A agonia das gafieiras''.
Palavras chaves: jornalismo, literatura , editoração.
1 Ênio Silveira e o Livro de Cabeceira do
Homem
No livro A Revista no Brasil, publicado pela Editora Abril em 2000, faz-se um amplo
levantamento sobre o magazine no país, colocando-se a figura do
intelectual Ênio Silveira (1925-1996) como o mais ``influente editor de
esquerda entre os anos de 1950 e 1970''. De fato, seguindo a
tradição nacionalista de Monteiro Lobato, Ênio Silveira de certa
forma, a partir do golpe militar de 1964, organizou a resistência
democrática de esquerda publicando revistas e revelando autores. Tal
ousadia foi reprimida com ``sete prisões durante o regime militar''.
Ênio Silveira fundou depois do golpe a revista Civilização Brasileira, que foi fechada com a
decretação do Ato Institucional no 5(AI-5), em 1968.
O próprio Ênio Silveira em entrevista a FRANÇA(1990:6) reconhece
o papel marcante da sua editora em relação ao cenário
político e cultural das décadas de 60 e 70:
Sentindo e intuindo que o processo de transformação estava cada vez
mais rápido, lancei-me ainda mais abertamente nessa luta, lançando
coleções que fizeram história na vida cultural brasileira (...)
Essas obras foram amplamente discutidas dentro do processo de
agitação intelectual e política da qual a Civilização
Brasileira participou de forma marcante. É claro que isso irritou
profundamente aquelas pessoas que, mais tarde, com o Golpe de 64, viriam a
ser as autoridades no poder. Tanto assim é que, logo após o golpe
militar, tive cassados todos os meus direitos políticos por dez anos e
passei por uma série de prisões e processos arbitrários. Fui
preso por sete vezes, entre 1964 e 1969, e levado quatro vezes perante
tribunais militares.
Num antológico artigo-manifesto que teve como título ``Por Quê
e Para Quê'', abrindo o primeiro número da revista Encontros com a Civilização Brasileira, em junho de
1978, o editor Ênio Silveira se mostra otimista em relação ao
processo de luta pela democracia no país:
Embora ainda pesem sobre a vida nacional sombrias cargas de arbitrariedade e
violência, torna-se cada vez mais forte o amplo movimento de opinião
pública que, lutando em todas as áreas pelas liberdades
democráticas, vem conquistando aberturas que já permitem ampliar o
ostensivo debate de idéias, essencial ao progresso cultural do
país.
Para que se chegasse a esse nível de liberdade, em que o embate de
idéias fosse relativamente livre, ainda na década de 70,
experiências como o Livro de Cabeceira do Homem e Livro de Cabeceira da Mulher, editados respectivamente pelo escritor e
jornalista João Antônio (1937-1996) e por Thereza Cesário Alvim
e publicados pela Editora Civilização, foram fundamentais.
2 Livro de Cabeceira do Homem: autores, textos e temas
Um capítulo pouco estudado da imprensa de resistência da década
de 70 no Brasil é a revista Livro de Cabeceira do Homem, publicação bimestral, em formato
de livro (14X21), 200 páginas no máximo, com ``reportagens,
crônicas, confissões, entrevista, contos, humorismo: os bons e os
maus flagrantes da realidade''. As capas eram de autoria de Douné e
seguiam uma identidade gráfica de um número para o outro. Livro de Cabeceira do Homem segue o
formato e linha editorial traçado por Ênio Silveira para ser um
espaço de debate sobre a atualidade brasileira. De certa forma, o Livro de Cabeceira do Homem
(1975) segue a trilha aberta pela revista Civilização Brasileira (1965-1968) e tem continuidade
com Encontros com a Civilização Brasileira (1978-1980).
Quais eram os colaboradores da revista LCH? Com que freqüência
escreviam? Quais os temas abordados? Quais os gêneros literários ou
jornalísticos dos textos publicados? Para responder tais perguntas
fizemos um levantamento volume por volume da revista Livro de Cabeceira do Homem.
| Livro de C. do Homem 1 |
Livro de C. do Homem 2 |
Livro de C. do Homem 3 |
| ANDRADE, C. D. / Poesia |
CASTRO, M./reportagem |
NUNES, C./ Poesia |
| BORBA FILHO, H./ Perfil |
SOUZA, C. R./ reportagem |
MOURA, B./Reportagem |
| ANTÔNIO, J./Reportagem |
SOUZA, L. C./ Perfil |
ANTÔNIO, J./Reportagem |
| BARROSO, J./Reportagem |
SANT'ANNA, S./ conto |
QUINTELA, A./ Entrevista |
| ORWELL, G./Conto |
NASCIMENTO, M./ Música |
GALEANO, E./Conto |
| VELOSO, C./ Música |
ANTÔNIO, J./Reportagem |
FONTA, E./Entrevista |
| CASTELLO BRANCO, J./reportagem |
PIROLI, W./Conto |
CARBONIERI, M./Conto |
| PELLEGRINI, D./conto |
JAGUAR/Humor |
BOCCHINI, S./Reportagem |
| SILVA, A./reportagem |
GRUNIWALD, J. L/Perfil |
SILVA, A./Perfil |
| TINHORÃO, J. R./ensaio |
RIBEYRO, J. R./Conto |
BARROSO, J./Conto |
| LOUZEIRO, J./reportagem |
MARTINS, S/Reportagem |
FRANCIS, P./Memórias |
| BATAGLIA, V. /reportagem |
PORTO, S./Crônica |
LOUZEIRO, J./Reportagem |
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VIEIRA, H./Perfil |
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CONY,C. H./Conto |
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Tabela com colaboradores / gênero textual
Como se vê, os colaboradores mais assíduos eram o próprio
editor do Livro de Cabeceira do Homem, João Antônio (com textos publicados nos três
números) e também os repórteres Juarez Barroso, José
Louzeiro e Aguinaldo Silva, todos com dois textos.
Em uma breve análise dos gêneros literários e jornalísticos
dos textos publicados na revista, notamos a predominância da reportagem,
mas também a presença da literatura através do conto. Não
hesitamos em classificar a revista como um terreno fértil que opera como
veículo que possibilita o diálogo entre a literatura e jornalismo.
Em alguns casos, temos escritores consagrados praticando a reportagem, como
é o caso de Aguinaldo Silva, João Antônio e Hermilo Borba Filho.
Em outros, vemos um repórter como Juarez Barroso publicar uma reportagem
num número e em outro um conto.
Em relação às temáticas presente nas três
edições da revista Livro de Cabeceira do Homem notamos que as reportagens tentam compreender o
Brasil da década de 70, descortinando temas como a periferia, o futebol,
a música através dos sambistas, a questão agrária etc. A
reportagem surge como desvendamento do real e também como denúncia.
O gênero jornalístico perfil é bem utilizado nos três
volumes do LCH, retratando a vida de homens como Dom Hélder Câmara,
Madame Satã, João Guaraciaba, Alceu Amoroso Lima, Carlos Gardel e
Francisco Franco.
3 João Antônio, jornalismo e literatura no Livro de Cabeceira do
Homem
``(...) tudo é e não é literatura, quer dizer, não há
hierarquia estabelecida entre os objetos que constituem a matéria
literária de João Antônio, mas, ao mesmo tempo, ou por isso
mesmo, tudo pode servir como matéria para a expressão
literária(...)'' (João Alexandre Barbosa)
Um dos principais contistas contemporâneos, João Antônio
(1937-1996) também militou no jornalismo brasileiro. Ele transitou pelos
grandes jornais e revistas nacionais e também se fez presente na chamada
imprensa alternativa (O Pasquim, Bondinho, Ex etc). Em estudo anterior, AZEVEDO FILHO (2002),
provamos que a ficção de João Antônio relaciona-se
frontalmente com o jornalismo, chegando a configurar uma escrita
híbrida, marcado pela ambigüidade e pelo relacionamento entre real
e imaginário:
(...) o jornalismo na vida de João Antônio não atravancava sua
produção literária. Pelo contrário, as duas áreas de
certa maneira se complementavam. Como um dos pioneiros a trabalhar no Brasil
dentro da filosofia do chamado Novo Jornalismo (New Journalism), modelo norte-americano
que usava técnicas da literatura para humanizar as reportagens, João
Antônio publicou vários livros quase essencialmente
jornalísticos, como por exemplo Malhação de Judas Carioca (1975) e Casa de Loucos (1976), reunindo o melhor da
sua produção veiculada anteriormente em jornais e revistas. Publicou
outros de difícil classificação como Lambões de Caçarola (1978) e Ô Copacabana! (1978) que
mesclavam jornalismo e literatura bem na tendência do experimentalismo
com a mistura de gêneros da década de 70.
Quando o diretor da editora Civilização Brasileira, Ênio
Silveira convidou João Antônio para editar a revista Livro de Cabeceira do Homem o jornalista e
escritor já era consagrado como um dos talentos da moderna
ficção brasileira, por conta da publicação de Malagueta, Perus e Bacanaço em 1963, pela
mesma editora.
João Antônio irá publicar três textos no Livro de Cabeceira do Homem. O primeiro deles
é uma reportagem: Os testemunhos de Cidade de Deus, que tratado processo governamental de desfavelamento
do Rio de Janeiro visto pelos moradores do subúrbio carioca, traz
fotografias de Jorge Aguiar. O segundo texto, também uma reportagem,
denominado ``Saudades do Brega'', desloca-se da grande metrópole carioca
para a cidade de Londrina, no interior do Paraná. Ele traz dessa vez ao
invés de fotografias, ilustrações de Benjamin, artista
gráfico do Rio de Janeiro. A última reportagem de João
Antônio no LCH retorna ao Rio de Janeiro, com o auxílio do
fotojornalista Marco Vinício, para escrever sobre a ``Agonia das
Gafieiras''.
3.1 Cidade de Deus e do diabo
Os testemunhos de Cidade de Deus (1975) é uma espécie de pré-história do lugar que inspirou
o escritor Paulo Lins a escrever o consagrado romance Cidade de Deus (1997), também
adaptado para o cinema por Fernando Meirelles. Uma curiosidade é que
João Antônio aproveitou o texto publicado em revista para o seu novo
livro, de 1976, chamado Casa de Loucos, um dos mais jornalísticos, resultado da
compilação de escritos publicados na coluna ``Corpo-a-corpo'', no
jornal Última Hora.
Em Os testemunhos de Cidade de Deus o escritor João Antônio lança-se na reportagem com a mesma
gana que um Lima Barreto teve ao desvendar o espaço urbano carioca como
desigual. Construindo a narrativa jornalística a partir de micro-perfis
de moradores de Cidade de Deus, João Antônio lança um olhar
amoroso sobre as misérias nacionais, resgatando o humano do espaço
desumano. Não é a toa que o próprio editor Ênio
SILVEIRA(1976), na orelha do livro Casa de Loucos mostra que João Antônio:
Rigorosamente fiel a si próprio e ao sentido que decidiu imprimir a sua
carreira literária, João Antônio, êmulo declarado de Lima
Barreto, mais e mais abandona as elevadas atitudes do formalismo
estilístico, ou os vales sombrios e profundos de seus próprios
conflitos interiores, para sair em campo-repórter-com olhos para ver,
coração para sentir e cabeça para pensar. Em todos os seus
livros, tanto nos de ficção como neste Casa de Loucos João Antônio se
revela intelectual conseqüente, que tem raízes fixadas no solo
fértil da espantosa e contraditória realidade nacional (...) Há
trechos em Casa de Loucos que ficarão para sempre gravados em nossa
memória (...) Testemunho de Cidade de Deus é um deles
3.2 Saudades do Brega
A obra jornalístico-literária de João Antônio vem
despertando interesse da academia e das grandes editoras. Os livros do
escritor estão sendo relançados, desde 2001, pela editora Cosac Naify. Já
foram publicados Abraçado ao meu rancor (em 2001), Ô, Copacabana! (2001), Leão de Chácara (em 2002), Dedo-duro (em 2003) e Malagueta, Perus e Bacanaço ( em 2004).
A editora já anuncia também que sairão Contos Inéditos e a novela Comprados e Vendidos, sobre
jornalismo. Muitas pesquisas (de iniciação científica, de
mestrado e doutorado) estão sendo feitas na cidade de Assis, interior de
São Paulo, na Universidade Estadual Paulista(Unesp), todos vinculados ao
Acervo João Antônio (AJA).
Saudades do Brega é um texto que diz muito sobre a carreira jornalística de João
Antônio. Na década de 70, juntamente com outros profissionais, ele
foi para Londrina, interior do Paraná, para ajudar a fundar um jornal
chamado Panorama. A experiência não deu muito certo, mas João
Antônio publicou alguns textos na imprensa paranaense,conforme MAGNONI
(s/d: 617-618):
O ano de 1975 foi muito marcante na vida de João Antônio. Convidado
pelo jornalista Narciso Kalili, por sugestão do amigo Mylton Severiano
(hoje, em Caros Amigos), foi para Londrina, PR, integrando a equipe que
implantaria o jornal Panorama, de propriedade do ex-governador paranaense
Paulo Pimentel. A experiência não vingou, mas João Antônio
não ficaria sem trabalho. Foi convidado para editar o Livro de Cabeceira do Homem, na Editora
Civilização Brasileira. Também veria, no mesmo ano, o
lançamento de duas reedições subseqüentes de Malagueta, Perus e Bacanaço.
Provavelmente Saudades do Brega é fruto desta temporada de João Antônio em
Londrina. Quando João Antõnio conheceu Londrina, a cidade já
não mais respirava a febre da súbita prosperidade advinda do plantio
e comercialização do café. A reportagem escrita por João
Antônio revive através de relatos a cidade entre os anos de 1949 a
1953, época em que os bordéis (brega) reuniam coronéis,
prostitutas, cafetinas, malandros, jogadores, gigolôs, trabalhadores
etc. Não é a primeira vez que João Antônio escreve sobre
prostituição. No conto-reportagem Um dia no Cais, publicado na revista
Realidade, em setembro de 1968, Odete Cadilaque e Rita Pavuna disputam fregueses. O
conto-reportagem Um dia no Cais é encarado como momento máximo do New Journalism no Brasil. Em
Sete Vezes Rua (1996), o conto Mariazinha Tiro a Esmo é um retrato da prostituta pobre no Rio de Janeiro.
3.3 A agonia das gafieiras
A agonia das gafieiras é uma reportagem sobre um tempo que passou. Assim como Os testemunhos de Cidade de Deus e Saudades do Brega, no primeiro
o saudosismo dos ex-favelados e então moradores dos conjuntos
residenciais da COHAB e no segundo uma viagem no tempo em que Londrina era
próspera por conta do café na década de 50, a reportagem de
João Antônio joga bem com a relação passado e presente.
O ambiente é o Rio de Janeiro dos anos 40. As gafieiras como local de
encontro e divertimento do povo. O progresso com a desfigurações do
centro urbano do Rio de Janeiro e a derrubada dos casarões que sediavam
as gafieiras. No entanto, o jornalista o reconstitui com os olhos da
década de 70 e com ``o bom auxílio dos veteranos'' (p.20). Na
contramão do jornalismo efêmero que mal enxerga o presente, o
passado é fonte de conhecimento e é também uma forma de ler em
contraste o presente.
4 Considerações finais
Neste breve artigo tentamos reconstituir o contexto
político-cultural que gerou o Livro de Cabeceira do
Homem como um espaço de luta democrática em um país
em que a imprensa estava censurada e o Estado de Direito em
suspenso. Especificamente, a atuação de João
Antônio como editor e repórter da revista, bem como as
relações entre literatura e jornalismo nos anos 70.
Nas três reportagens, o jornalista retrata os espaços da
coletividade no Brasil (a favela carioca, a cidade próspera do interior
paranaense e a gafieira). Um certo tom saudosista permeia os três
escritos, revelando todo o fascínio e desespero com a modernidade, que
desfigura cenários e os coloca na memória coletiva, memória de
um tempo que não volta mais. Um tempo perdido e a reportagem
jornalística, dialogando com o presente, passado e futuro.
5 Bibliografia
-
-
ANTÔNIO,
João. Casa de Loucos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1976.
ANTÔNIO,
João. Dama do Encantado. São Paulo: Nova
Alexandria, 1996.
- AZEVÊDO FILHO, Carlos Alberto Farias de. João Antônio,
repórter de Realidade. João Pessoa,PB: Idéia, 2002.
- A REVISTA NO BRASIL. São Paulo: Abril, 2000.
- BARBOSA, João Alexandre. Prosa de uma consciência. IN: ANTÔNIO, João. Dama do
Encantado. São Paulo: Nova Alexandria, 1996.
- FRANÇA, Paulo. Ênio Silveira: Amigos, amigos, história
à parte. São Paulo: Revista Leia. Ano XII, no 143, setembro de
1990.
- LIVRO DE CABECEIRA DO HOMEM. Nova fase- volume 1. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1975.
- LIVRO DE CABECEIRA DO HOMEM. Nova fase-volume 2. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1975.
- LIVRO DE CABECEIRA DO HOMEM. Nova fase-volume 3. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1975.
- MAGNONI, Maria Salete. João Antônio Coleção
Rebeldes Brasileiros, volume 2.São Paulo: Casa Amarela, s/d.
- SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista. São Paulo:
Contexto, 2003 (Coleção Comunicação)
- SILVEIRA, Ênio. Momentos Decisivos.IN: ANTÔNIO, João. Casa de Loucos. Rio
de Janeiro: Civilização Brasileira,1976.
- 1
- Professor Ms. UEPB, doutorando Letras UNESP/Assis/SP e bolsista CNPq. Autor do livro ``João Antônio, repórter de Realidade'' (João Pessoa: Idéia, 2002).
- E-mail: carlosazv@bol.com.br